terça-feira, novembro 08, 2011

Um pouco
Um pouco de amor
Um pouco de ódio
Um pouco de paixão
Meio metro de caixão
Um pouco de sonho
Meio quilo de pão
Um pouco de devaneio
Meia hora de exclusão
Um pouco
Mais um corpo estendido no chão
Um louco é pouco
Nessa eterna confusão
De agora e depois
Amanhã já se foi
A vida inteira pela metade
Meu agora não chegou
Só um pouco
E a luz voltou
E a vela a apagou
Mas ainda restou
Um pouco de escuridão
Ou não?

quinta-feira, maio 26, 2011

S�brios Devaneios: SER URBANO

O que eu faço com esse amor que não cabe em mim?
Espalho no ar, no mar, no chão?
O que faço?
Não há mais como me libertar
Não há mais como esquecer
Há somente o amor, puro e simples
Leve e terno
Quente e eterno
O amor que só um filho pode fazer um homem sentir
O amor que é indizível
Inconcebível
Que não se explica
Que não se acredita poder sentir
Amor que somente existe
E isso já é o suficiente.

terça-feira, novembro 09, 2010

Vou compor uns versos simples
Pra lembrar meus dias tristes
Das noites em claro que passei
Ouvindo o mundo e seus vícios

Vou dormir com versos tristes
Em meu pequeno mundo sem noites
Que passa os dias acordado
Sonhando em ser vivo

terça-feira, junho 15, 2010

Que sentimento é esse que fere o peito
Sem se importar com a dor que causa
Que dilacera, espanca, humilha, destrói
E depois se vai como se nada fosse?

Que estranha companheira nos visita
Nas longas horas da madrugada
Zombando de nossa tristeza
Rindo-se do desespero que nos toma?

Seria amada, odiada ou desprezada
Aquela que nos infortuna noite e dia
Com seu sorriso sarcástico e sádico
De quem se alimenta de dores?

De minha parte amo-a
Desespero-me por sua companhia
Anseio por seus olhos lúgubres
E sua malevolência fingida

Incontáveis são as horas passo à espera
Desse infortúnio que me sacia a alma
Que me mostra o quanto sou humano
E que me causa um doce sofrimento

sexta-feira, abril 30, 2010

Sou um mundo de nada
Um vazio completo e torturante
Um alma penada
Insone e vagante


Sou um nada no mundo
Uma voz não ouvida
Uma canção invertida
Apenas um trapo imundo


Mas meu mundo tem tudo
Meus sonhos, meus pesadelos
Esperanças e desesperos
Mesmo assim continuo mudo

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Os fracos, esses são meus heróis
De si, nada têm pra dar
A força estúpida que o mundo exige
A coragem medíocre para matar
A ousadia imbecil para destruir
Nada disso possuem

São fortes somente para reconhecer sua fraqueza
Corajosos o suficiente para pedir ajuda
Ousados ao ponto de estender a mão

Esses são meu heróis
O contrário que o mundo deseja
A antítese do Super-Homem
O avesso da Mulher-Maravilha

Não têm superpoderes
Mas podem salvar o mundo
Impedir a morte
E restaurar a vida

quarta-feira, janeiro 13, 2010

O que é o nada?

Há sombras no olhar
Um véu de incertezas
Reflexos distorcidos
A luz que se apagou

E agora, o que fazer?
Não há nada que me prenda
Não há nada que me liberte
Não há nada

Há um olhar sem sombras
Uma infinita certeza
O espelho que não se quebrou
A luz que nunca existiu

E há de se fazer o agora?
A prisão é voluntária
A liberdade é falaciosa
O que é o nada?